quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo


Desejando um 2011 fantástico, deixo aqui meu abraço e um poema: Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade.


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Queimar as naus

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Dentre os resumos que já postei (e que ainda postarei aqui), esse* é um dos meus favoritos. Isso porque o tema serve para todos nós, sempre que precisamos tomar uma decisão importante. Se você, como eu, tem dificuldades nessas horas, recomendo a leitura...


Agátocles, conhecido como o Tirano de Siracusa, numa expedição marítima para conquistar Cartago, ao desembarcar, mandou queimar todos os seus próprios navios, no porto. As tropas, então, avançaram e conquistaram o território.

Por que isso? Por que queimar as naus?

Para não ter volta. Para eliminar totalmente a possibilidade de desistir e recuar.

Os vikings também faziam isso. Quando chegavam no lugar onde decidiam ficar, queimavam seus navios. Há outros exemplos semelhantes na história, com o mesmo propósito: impedir qualquer pensamento de recuo. Na conquista de Cartago, esse foi o fator decisivo. Foi o que fez os soldados terem garra para vencer, uma vez que sabiam que não haveria volta.

Esse exemplo histórico nos leva à seguinte pergunta: quando você, que está lendo, toma uma decisão importante, sendo ela de ordem pessoal ou profissional, você queima o barco e segue em frente ou deixa esse mesmo barco esperando na praia, para o caso de alguma coisa errada acontecer, garantindo a sua segurança?

Quando deixamos o barco na praia, esperando a gente voltar, temos a tentação e a chance de desistir. Não lutamos para valer, porque temos certeza de que, ao menor sinal de risco, podemos largar tudo e fugir de volta para nossa zona de conforto.

Quantas vezes começamos um projeto e, no meio do caminho, paramos e voltamos. Quantas vezes não nos comprometemos totalmente e ficamos pensando na possibilidade de voltar – ou até de não ter ido, de não ter nem começado.

É o caso de casais que começam um relacionamento já pensando em uma separação. Não consideram a decisão como algo definitivo. Não queimam as naus da vida de solteiro. O barco está sempre na praia, esperando. Quando mal acontece a primeira discussão, cada um corre para o seu barco.

É também o caso de estudantes que começam uma faculdade ou um curso e desistem logo em seguida, alegando não terem gostado, sendo que mal começaram as aulas. Ou o caso de líderes que não continuam seus projetos, por medo de algum fracasso.

Ao tomar uma decisão, é necessário queimar as naus e seguir em frente. Caso contrário, como diz um ditado, você ficará com um pé no cais e o outro pé na balsa. Não se entregará de verdade.

Claro que não devemos confundir perseverança com teimosia – dar murros em ponta de faca, insistindo em coisas que não funcionam. Nesse caso, temos que recomeçar, refazer nossos planos.

Mas se a vitória é possível, mesmo que incerta, temos que insistir. Você só terá certeza de que tomou a decisão certa depois de vencer os seus medos e enfrentar o desafio de frente.

Lembre-se: deixando o barco na praia, você sempre vai considerar a opção de não se arriscar. Mas quando não há barco algum esperando, o que você vai fazer? Terá que avançar, caminhar, seguir em frente, até vencer.

“Assim, para vencer é preciso ter a coragem de queimar as naus” (Luiz Marins).

Leonardo Donato

* Resumo do programa de TV Motivação & Sucesso com o prof. Marins, exibido no dia 16/11/03.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O maior atributo


Este é um resumo de uma parte do vídeo Motivando para Vencer*, que assisti no curso técnico e também na faculdade. Esse trecho trata sobre o maior atributo do ser humano – e o melhor momento para colocá-lo em prática. Acompanhe...


Consideramos a inteligência a principal característica do ser humano. Na realidade, ela “é um farol que ilumina o caminho, mas não faz caminhar”. Por si só, a inteligência não resolve um problema. O maior atributo é, esse sim, a liberdade – ou , mais precisamente, a vontade de fazer as coisas.

Mas somos fracos quando o assunto é vontade. Veja a leitura, por exemplo: ao pegar um livro, uma das primeiras coisas que fazemos é olhar na última página para saber quantas páginas a publicação tem. Depois, verificamos o tamanho da letra (já que uma letra graúda anima a leitura).

Então você resolve ler o livro, no lugar mais tranquilo da sua casa: a sua cama. Você deita de bruços sobre o livro e, dez minutos depois, já não aguenta mais o peso do corpo. Senta-se. Mais dez minutos e os braços entregam os pontos. Com tanto desconforto, nem prestamos atenção no que foi lido nas últimas dez páginas.

Perceba que é preciso querer. É preciso fazer as coisas com vontade, com o sentimento de fazer. A gente tem que acordar a pessoa desistente, cansada e acomodada que vive dentro de nós. Einstein dizia que a vida é constituída de 99% de transpiração e 1% de inspiração. Assim, a inteligência só tem valor quando é aplicada. E somos livres para decidir o momento em que essa inteligência será aplicada.

Mas quando somos realmente livres? Vejamos:

Passado – preste atenção: o que você fez, pensou ou falou, seja a um minuto ou a vinte anos atrás, não te pertence mais. Você não tem domínio sobre o seu passado. Tendo tomado um café que lhe provocou uma dor de barriga, você pode tomar um sal de frutas, mas não pode recusar o café que já tomou. Segundo filósofos franceses, nós passamos até 70% do nosso tempo vivendo o passado – muitas vezes lembrando de coisas que não fizemos e deixando o arrependimento tomar conta.

Futuro – assim como tudo o que é passado, aquilo que ainda vai acontecer também não nos pertence. Como você pode viajar para Salvador hoje, se o voo é amanhã? Mesmo assim, passamos 25% do nosso tempo vivendo o futuro. Ansiedade, medo do futuro e devaneios são alguns dos sintomas desse vício. É importante entender que não existimos a um minuto atrás ou um minuto à frente.

Presente – você existe aqui e agora. É no presente que as coisas acontecem. Porém, só ocupamos 5% do nosso tempo vivendo o momento presente. Vivemos deixando o presente passar.

Se observamos o pêndulo de um relógio de parede (daqueles antigos), temos a impressão de que ele vai e volta. Na realidade, ele só vai: com os movimentos de rotação e de translação da Terra, o pêndulo sempre ocupa um novo espaço no universo.

Esse conceito parece muito filosófico, mas ilustra bem um fato que todo mundo esquece: cada segundo é um momento absolutamente único – e que não deve ser desperdiçado. Lembre-se: a vida se resume ao agora. Por isso, ninguém tem o direito de ser metido ou de querer se economizar.

Lembrando os conceitos até aqui, temos a seguinte conclusão:

“Viver é dirigir a inteligência e a vontade no momento presente” (Luiz Marins).

Claro que isso não deve significar ativismo – ou seja, pensar somente no presente. Você pode e deve planejar o futuro. Mas deve fazer com o sentimento de fazer, concentrando-se no que você está fazendo e colocando suas idéias em prática.

Leonardo Donato

* Motivando para Vencer (prof. Luiz Almeida Marins Filho - PhD.)
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Chegou a hora...


Passados quatro anos, que pareciam tão longos no início, mas que passaram tão rápido, quando olho para trás, chegou o momento da formatura. Momento de alegria, de muitas lembranças e de agradecer a todos que, de algum modo, contribuíram nessa caminhada. Um ciclo que se fecha e um novo que se abre. Peço licença para postar algo diferente. Não é um resumo, nem uma dissertação. É o texto de abertura da minha colação de grau – uma poesia traduzida de Douglas Malloch (1877-1938), poeta e escritor americano. Sem dúvida, um texto inspirador. Confira...


Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina,
Seja um arbusto no vale – mas seja
o melhor arbusto à margem do regato.
Seja um ramo, se não puder ser uma árvore.

Se não puder ser um ramo, seja um pouco de relva
E dê alegria a algum caminho;
Se não puder ser o grande Lúcio, seja apenas uma pesca,
Mas a pesca mais viva do lago!

Não podemos ser todos capitães, temos que ter tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui.
Há grandes obras, e outras menores, a realizar.
E é a tarefa próxima que devemos empreender.

Se você não puder ser uma estrada, seja apenas uma senda
Se não puder ser o sol, seja uma estrela;
Não é pelo tamanho que terá êxito ou fracasso –
MAS SEJA O MELHOR DO QUE QUER QUE VOCÊ SEJA!!!
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As 8 horas que fazem a diferença


Depois de terminado um longo período de ansiedade e estresse, concluindo a graduação e o projeto que atende pela sigla TCC (e depois de muitos copos de café), estou de volta (ufa...). E volto com o resumo* de um tema muito legal, que tem a ver com qualquer pessoa que deseja fazer a diferença na vida pessoal e profissional... Boa leitura!


Você trabalha oito horas? Tudo bem. Você dorme oito horas? É preciso dormir bem. Mas, e as oito horas restantes? O que você tem feito delas?

O dia tem 24 horas para todas as pessoas. Ninguém tem um minuto a mais. Se dividirmos essas 24 horas em três blocos de 8 horas, teremos, teoricamente, 8 horas de descanso, 8 horas de trabalho e 8 horas... de quê, mesmo?

São nessas 8 horas, não necessariamente definidas, que somos desafiados a fazer a diferença. É nesse tempo que você pode se aperfeiçoar e crescer, não só como profissional, mas como pessoa. Como isso depende da nossa vontade (e nossa vontade é bastante fraca), geralmente desperdiçamos esse tempo. E, só para variar, procuramos o que é mais cômodo, mais confortável:

Fazer um curso noturno? Mas e a novela?
Ler um livro no trajeto casa-trabalho ou antes de dormir? Ah, não... Ler é muito chato...
Ir ao cinema ou ao teatro? Não... Nesse frio?
Fazer uma atividade física? Nem pensar... Depois de um dia de trabalho, é banho e cama!

Esse tempo desperdiçado não volta nunca mais. E as consequências são bastante sérias:

Como ser promovido (ou promovida) no emprego, se você não aprende coisas novas?
Como melhorar a sua saúde se você não se exercita nem de vez em quando?
Como manter a família unida, se você prefere o happy hour no bar depois do expediente, em vez de voltar para casa?

Perceba que é preciso querer. É preciso ter uma disciplina muito forte, uma decisão muito firme para mudar o comportamento. Isso não é nada fácil, porque tudo o que fazemos se torna hábito. Para quebrar um hábito, é necessário desenvolver outro – e isso leva tempo e exige dedicação.

Para ajudar nessa tarefa, na qual todos nós temos dificuldade, pense no seguinte: o que é transitório e o que é permanente?

A novela ou o conhecimento que você adquire em um novo curso?
O noticiário da TV ou o que você aprende (ou reaprende) lendo um livro?
O bar ou o tempo que você passa em casa, com seus filhos e esposa (ou marido)?

Não há nada mais permanente do que aquilo que você aprende e as relações que constrói dentro da família. Lembre-se que nenhum plano econômico do governo pode tirar o seu conhecimento. Nenhuma medida provisória pode roubar o carinho que você pode ter dentro de casa.

Pergunte-se: o que tenho feito das oito horas além do sono e do trabalho? Tenho criado a diferença necessária para vencer nesse mundo competitivo? Faço algum planejamento para a ocupação inteligente desse tempo livre? Invisto nessas 8 horas para o meu desenvolvimento pessoal e profissional?

“Um minuto mal gasto é um minuto que jamais será recuperado” (Luiz Marins). Esse tempo não volta.
Pense nisso.

Leonardo Donato

* Resumo do programa de TV Motivação & Sucesso com o prof. Marins, exibido no dia 27/10/02.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um quarto de século...

Graças ao "Trabalho Complicado pra Caramba", mais conhecido como TCC (da graduação), quase não pude postar alguma coisa sobre essa data: 23 de maio de 2010.

25 anos... Um quarto de século...

Algumas histórias pra contar; muitas outras a escrever.

Algumas realizações; muitos sonhos para o futuro.

Muito já aprendido; muito ainda a aprender (muito mesmo).
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Pouco tempo para escrever, mas muito a agradecer:

A Deus, pelos dons e pelas bençãos que recebo todos os dias e pela paciência, por eu ser tão distraído, não percebendo tudo o que Ele faz;

A Nossa Senhora, pela proteção e também pela paciência, por me ouvir todas as noites;

Aos meus pais, pela dedicação e pelo carinho que eu não teria encontrado em nenhum outro lugar;

Aos meus irmãos, pelos momentos fantásticos que já tivemos e pelos que ainda estão por vir;

A toda a minha família, pela formação única;

Aos meus amigos, pela impagável amizade sincera;

Aos professores que encontrei dentro e fora da sala de aula, pelo aprendizado.

Muito, muito obrigado!
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domingo, 7 de março de 2010

Náufragos do mar de informações


Você com certeza já sentiu isso: uma enorme sensação de angústia, ao se ver cercado por informações por todos os lados, sem saber o que é relevante. Uma pressão gigantesca para ser “antenado em tudo” (acompanhando o que se passa em jornais, revistas, TV e internet), sem ter muita noção da utilidade disso tudo. O resumo* que segue trata sobre isso...


Em um mundo em que dados e notícias chegam até você em um piscar de olhos, você não pode se esquecer de fazer a pergunta: afinal, eu preciso mesmo dessa informação toda?

Sugestão: sente-se, pegue uma folha de papel, uma caneta ou um lápis e anote que tipo de informação é realmente relevante pra você – como pessoa, como profissional, como dono de empresa e para a sua empresa.

Feita a lista, coloque na frente de cada item as fontes onde você pode obter esses dados. Assim, você pode saber que tipo de revista ou jornal você (ou a sua empresa) precisa assinar – ou quais sites ou livros têm o que você necessita.

Cuidado: o excesso de informações é uma onda que nos afoga. É preciso ter disciplina. É preciso focar, definir aquilo que você quer obter. Este é o desafio do tempo moderno.

Se você é um estudante universitário, por exemplo, não se engane: é claro que você deve ler – estudar os assuntos relevantes para a sua área. Mas você deve ler um livro de cada vez – sem pressão, sem ansiedade. É dessa forma (um livro após o outro) que você constrói o seu conhecimento. Cuidado para não ficar paralisado, sem saber por onde começar, achando que deve “devorar” uma biblioteca durante o curso superior. Os estudos não terminam depois da graduação, lembra?

Veja que, durante a noite, quando você está em casa, você pode ver a novela, ler um livro ou buscar informações na internet: a escolha é sua. E é a disciplina dessa escolha que fará a diferença. Lembre-se que as oito horas que fazem a diferença são aquelas em que você não está nem em repouso (dormindo), nem no trabalho.

Empresas também devem ficar atentas a esse excesso de dados. Às vezes, é possível resolver problemas verbalmente – sem a necessidade de relatórios, requisições ou e-mails. Perde-se muito tempo com isso (são mais documentos para analisar). A comunicação dentro da empresa deve ser mais racional e prática.

Daqui pra frente esse mar de informações só vai crescer. É importante analisar cada coisa – perder a ansiedade com a informação. Você deve colher somente aquilo que é relevante pra você – que te leve, pessoal e profissionalmente, ao desenvolvimento.

Leonardo Donato

* Resumo do programa de TV Motivação & Sucesso com o prof. Marins, exibido em 2003.
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